segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Fazendo a diferença


As árvores fazem sombra na calçada por onde ele anda.
Elas estão perdendo as folhas, ficando carecas, igual a ele.
Começam a assoviar, e enquanto isso um vento frio bate na sua cabeça raspada,
ele treme...
Ele começa a sorrir, um sorriso bobo, que fica no seu rosto enquanto lembra os momentos bons que viveu.
Momentos com sua família, com seus amigos, amigas..também com pessoas desconhecidas.
As conversas que vão permanecer na sua mente, os rostos que nunca vão sair de seu coração, as sensações que sempre inundarão o seu sangue.
Então começam a surgir alguns momentos ruins, e estes tomam conta de todo seu corpo, superando em grande número as coisas boas, e fazendo o sorriso desaparecer do seu rosto.
Enquanto atravessa a rua, ele não presta atenção no trânsito e um carro vem em sua direção, o tempo pára com o carro a alguns metros dele, e só o som da buzina do carro fica na sua cabeça como uma sirene, que anunciasse sua morte.
Se morresse hoje, ele sabe que morreria feliz, pois várias pessoas fizeram a diferença na sua vida.
Mas será que ele fez a mínima diferença na vida de alguém?

Tudo volta ao normal, o tempo volta a passar..ele dá um salto e escapa do carro e da morte, por enquanto.
Chegou a hora de fazer a diferença na vida de alguém!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A névoa

Eu sigo sempre em frente, olhar para trás dá medo,
sigo sem sentir saudade, oque passou, passou.
Mas ao olhar para frente, nada vejo, apenas uma névoa espessa,
sigo meu caminho sem saber para onde vou.
Bato a cabeça numa parede, não posso mais seguir por aqui.
À esquerda, a névoa parece diminuir, vejo um oceano lindo ao fundo.
À direita, não vejo nada, apenas névoa, e mais névoa.
Sigo pela esquerda, e, após andar alguns passos, não sinto mais meus pés tocarem o chão.
Começo a cair numa velocidade assustadora, vejo minha imagem refletida na água.
Ao me abraçar lá embaixo, sinto um empuxo para cima, e começo a voar, em direção ao céu...
Por cima de toda a névoa.

domingo, 19 de outubro de 2008

Começando

Porque durante a vida, pensamos tanto na morte?
Porque fazemos tantos planos para o futuro, se ele é tão incerto?
Estava conversando com uma amiga minha sobre isso sexta-feira, e ela não concordou comigo quando eu disse que o presente é tão incerto quanto o futuro. Pra mim é sim, a única coisa que não é incerta é o passado, mas algumas conclusões tiradas no passado geram várias das situações que viveremos, sofreremos e amaremos no presente. Fazendo uma analogia, transformemos esses três intervalos na nossa família e tornemos o mundo num observador: O passado seria nossos pais, o presente seriamos nós e o futuro seriam nossos filhos. O mundo já sabe como nossos pais são, o caráter deles e suas opiniões acerca de tudo. Nós já temos alguma idade (já estou com 20 anos, estou ficando velho), o mundo sabe como agiremos em algumas situações, já que como filhos do passado, a genética nos passou alguma herança, porém, em outras situações, podemos causar espanto nesse observador, agindo de modo diferente do esperado. O futuro só reserva surpresas ao observador, pois os netos podem ser totalmente diferentes dos avós.

Apesar da incerteza do presente e do futuro, só posso dizer que tentar ser feliz é o melhor que podemos fazer.