Eu sigo sempre em frente, olhar para trás dá medo,
sigo sem sentir saudade, oque passou, passou.
Mas ao olhar para frente, nada vejo, apenas uma névoa espessa,
sigo meu caminho sem saber para onde vou.
Bato a cabeça numa parede, não posso mais seguir por aqui.
À esquerda, a névoa parece diminuir, vejo um oceano lindo ao fundo.
À direita, não vejo nada, apenas névoa, e mais névoa.
Sigo pela esquerda, e, após andar alguns passos, não sinto mais meus pés tocarem o chão.
Começo a cair numa velocidade assustadora, vejo minha imagem refletida na água.
Ao me abraçar lá embaixo, sinto um empuxo para cima, e começo a voar, em direção ao céu...
Por cima de toda a névoa.
Lusco-fusco e recomeços
Há 12 anos

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